O envelhecimento da população é um fenômeno marcante do século XXI, com a expectativa de vida aumentando significativamente. Apesar disso, muitos médicos ainda carecem de formação adequada para cuidar de idosos, que apresentam características fisiológicas, psicológicas e sociais únicas. O envelhecimento não é sinônimo de doença, mas o risco de múltiplas comorbidades e síndromes geriátricas aumenta com a idade. A polifarmácia, comum entre os idosos, eleva o risco de interações medicamentosas e reações adversas, tornando o conhecimento em farmacologia geriátrica essencial. Além das questões biológicas, a prática médica deve considerar contextos familiares e escolhas de vida, priorizando conforto e qualidade de vida. Médicos capacitados para atender essa população não apenas melhoram a saúde dos pacientes, mas também ajudam a otimizar os sistemas de saúde. O estudo do envelhecimento deve ser uma competência essencial para todos os médicos, pois cuidar bem dos idosos é cuidar do futuro da sociedade.
A endometriose é uma condição crônica que afeta milhões de mulheres globalmente, impactando sua qualidade de vida e saúde. No Brasil, cerca de oito milhões de mulheres são diagnosticadas com a doença, que pode afetar não apenas os órgãos reprodutivos, mas também outras estruturas como intestinos e bexiga. A cirurgia robótica tem se destacado no tratamento da endometriose profunda, especialmente em casos complexos, ao proporcionar maior precisão cirúrgica e preservação de estruturas delicadas. Essa abordagem minimamente invasiva resulta em menor trauma cirúrgico, redução da dor pós-operatória e recuperação mais rápida, melhorando significativamente a qualidade de vida das pacientes. O diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar são cruciais para um tratamento eficaz, enquanto a formação especializada em cirurgia robótica é essencial para enfrentar os desafios dessa prática em evolução.
A formação de professores no ensino superior, especialmente nas ciências da saúde, é complexa e muitas vezes inadequada. Embora seja comum exigir graduação e, frequentemente, pós-graduação, essas etapas não garantem que o profissional tenha as competências necessárias para ensinar. A formação tende a ser altamente específica, focando no conhecimento da área, enquanto as habilidades de ensino e as dinâmicas de sala de aula recebem pouca atenção. Essa dicotomia entre o domínio do conteúdo e a capacidade de transmiti-lo gera inquietações na formação docente. É um equívoco acreditar que qualquer pessoa que saiba algo pode ser um bom professor. A educação superior requer uma abordagem que vá além da simples transmissão de conhecimento, envolvendo metodologias de ensino, avaliação, tecnologia e apoio psicopedagógico. Diante das constantes transformações sociais, é essencial que os educadores busquem desenvolvimento contínuo e trocas de experiências. A Pós-Graduação em “Docência no Ensino Superior para Ciências da Saúde” da Faculdade Sírio-Libanês oferece um espaço para discutir e criar práticas educacionais significativas, preparando os professores para os desafios da docência.
Estamos passando por uma transição na medicina, onde a abordagem curativa não é mais suficiente para lidar com a complexidade dos pacientes com doenças crônicas. A maioria viverá com múltiplos sintomas e perdas, levantando a questão: como cuidar de alguém que não pode ser curado? Essa pergunta deve ser central na formação dos profissionais de saúde, pois todos precisarão de cuidados paliativos. Cuidar envolve mais do que o manejo técnico; é sobre a qualidade da experiência do paciente e a dignidade ao longo da doença. A empatia é importante, mas deve ser acompanhada de preparo. Isso inclui saber lidar com a morte e acompanhar o luto. A formação em Cuidados Paliativos é uma decisão ética, essencial para sustentar o cuidado em todas as fases da vida. Este artigo é um convite para reconhecer a importância de uma escuta atenta e de um preparo adequado, pois a frase "não há mais nada a fazer" muitas vezes reflete uma falta de formação. No final, o que está em jogo é a vida — tanto a do paciente quanto a do profissional que cuida.
Entre agosto de 2023 e julho de 2024, o Brasil registrou 295.355 falhas na assistência à saúde, revelando a urgência de melhorar a segurança do paciente. Esses incidentes incluem erros como administração incorreta de medicamentos e cirurgias em locais errados, afetando vidas e famílias. Para mudar esse cenário, é essencial fortalecer a cultura de segurança do paciente, garantindo que profissionais se sintam seguros para reportar erros. A comunicação efetiva é crucial; estratégias como briefings, checklists e reuniões diárias podem reduzir significativamente os riscos. Além disso, a educação permanente dos profissionais deve ser priorizada, com treinamentos práticos e atualizações constantes. A melhoria contínua de processos também é vital, utilizando metodologias como Ciclo PDCA e ferramentas de qualidade para otimizar fluxos de trabalho. Os mais de 295 mil incidentes não devem ser normalizados, mas servir como um alerta para que instituições de saúde adotem ações concretas para prevenir erros no futuro. A pergunta permanece: o que sua instituição está fazendo para garantir a segurança do paciente?
Entre o Dia Internacional da Tireoide e o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, a discussão sobre a influência da saúde hormonal nas diferentes etapas da vida feminina se torna crucial. A tireoide, embora pequena, tem um impacto significativo na saúde reprodutiva, regulando funções metabólicas e hormonais essenciais. Alterações na função tireoidiana, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, podem afetar o ciclo menstrual, a ovulação e a fertilidade, tornando a avaliação da função tireoidiana importante em investigações de infertilidade. A infertilidade, que afeta 1 em cada 6 pessoas adultas globalmente, destaca a necessidade de cuidados especializados. A avaliação hormonal e a colaboração entre ginecologia endócrina, endocrinologia e reprodução assistida são fundamentais para compreender as causas da infertilidade e orientar tratamentos. A formação de profissionais na Faculdade Sírio-Libanês busca integrar conhecimento técnico com uma abordagem humanizada, preparando-os para atender às necessidades das mulheres em suas jornadas reprodutivas. Cuidar da fertilidade é, portanto, cuidar da saúde hormonal e da autonomia feminina.